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terça-feira, 5 de junho de 2012

FORUM UNIVERSITÁRIO - "GESTÃO EM FOCO"



PROJETO -  " GESTÃO EM FOCO"



PROJETO " GESTÃO EM FOCO" - REALIZADO PELAS TURMAS DE PEDAGOGIA - PROJETO PARFOR- DAS FACULDADES CLARETIANAS DE SÃO PAULO.
LOCAL –  Anfiteatro da Faculdade
DATA –  09 de maio de 2012  - quarta-feira – 19H30 ÁS 22H
PROFESSORAS MEDIADORAS- JULIA SÉCCOLO E NOELI.
COORDENADOR DO CURSO – PROF.  CARLOS ADRIANO  MARTINS



Fórum: Gestão em Foco

“Repensar a prática supõe a capacidade de a pessoa se distanciar  da própria prática projetando sobre ela um outro olhar. Temos de pensar a prática para teoricamente poder melhorar prática. Paulo Freire.”



1-    Introdução / Justificativa: 

               A educação brasileira tem passado por um período de transformação de valores devido às novas políticas sociais e culturais aliadas a parâmetros curriculares e às atuais propostas pedagógicas.
             Baseando-se no Fórum de Educação Nacional de 2011 (Encontro Nacional do PARFOR Presencial, cuja proposta foi a reestruturação dos cursos de formação de professores, refletimos sobre a distância entre a teoria que nos é apresentada na formação do curso de Pedagogia do PARFOR e nossa vivência profissional no cotidiano escolar.
            Diante da necessidade de compreender a problemática teoria x rática, decidimos realizar esse Fórum sobre Gestão Democrática, visando nos apropriarmos de uma visão que una esses dois mundos.
              Sabemos que a educação é um processo de construção da cidadania, visa a formação integral do educando. A escola é uma instituição construtora e transmissora de cultura, que ocupa lugar significativo nos quadro social e político em nosso país.
             Fazer uma escola atingir bons resultados na aprendizagem dos estudantes e oferecer uma educação de qualidade é uma responsabilidade complexa demais para ficar na mão de apenas uma pessoa.
            Mas, quem são esses outros atores que influenciam no desempenho dos alunos?
           Como fortalecer cada um desses profissionais para que eles atuem em prol da melhora da aprendizagem do aluno?
           Como garantir que haja um canal aberto e ágil de comunicação entre a secretaria de Educação e a escola?
           Como dar suporte para que a escola garanta a formação dos professores?
           Como integrar esses atores de forma a obedecer a princípios éticos, viver democraticamente e buscar ações interativas sem perder o foco, que é a aprendizagem do aluno?
             Pelos inúmeros problemas ocasionados por gestões equivocadas, a ausência de profissionais que pensem coletivamente e ajam conforme os princípios de uma gestão democrática fez-se necessário este fórum para promovermos uma reflexão transformadora a respeito do tema.  Esse evento certamente contribuirá com diversas abordagens e possibilidades de compreender a prática pedagógica nos espaços escolares, através dos seus atores e sujeitos que transformam e sonham com um mundo melhor e com uma qualidade de educação mais saudável.




2-    Objetivos:

·         Oportunizar a interação entre gestores/professores/alunos da Pedagogia  com o intuito de adotar postura reflexiva na solução ou  tratamento de problemas dentro a unidade escolar;

·         Promover palestras com diferentes gestores;

·         Adquirir conhecimentos por meio de palestras;

·         Integrar gestores/professores visando uma participação ativa no processo de aprendizagem;

·         Perceber as diferentes visões sobre o conceito de GESTÃO, através dos relatos dos convidados;

·         Identificar e diferenciar maneiras de gerenciar uma equipe: 
               Autoritária,           Permissiva      e      Democrática;

·         Sensibilizar os participantes para uma análise crítica dos tipos existentes de gestão;

·         Possibilitar reflexões sobre sua prática educativa.






3-    Metodologia:
§  Divisão da classe em dois grandes grupos responsáveis pela elaboração do projeto;
§  Pesquisas, leituras, coleta de materiais, discussão crítico-reflexiva entre  o que se estuda na formação acadêmica e a prática vivenciada nas escolas-campo;
§  Convite aos gestores de diferentes esferas administrativas (municipal/estadual/federal, particular) para participarem do debate (através de ofício-convite);
§  Debate entre as salas para decidirmos com quais oficinas de expressão artística irão trabalhar na abertura do evento (painel/ musica/ dramatização, outros);
§  Abertura do fórum com a apresentação da expressão artística escolhida;
§  Debate sobre o papel do gestor, sua responsabilidade social para a formação integral do ser humano em especial o aluno;
§  Reflexão coletiva entre a teoria e a prática realizadas na Faculdade e no ambiente das escolas-campo;
§  Reflexão e participação de todos na discussão sobre o papel do gestor nas instituições escolares/sociais (através de perguntas);
§  Encerramento / registro do principal/ confraternização.



4-    Recursos Humanos e Materiais:

§  Humanos (participação da comunidade acadêmica, de convidados da rede pública estadual, municipal e particular);

§  Material: Data-show / textos / painéis /

§  Material para divulgação do fóruM. 





5-      Referências Bibliográficas:
  Encontro Nacional do PARFOR Presencial  -  Nos temas apresentadas no I Encontro Nacional do PARFOR Presencial, destacou-se a formação de qualidade e a valorização do magistério da educação básica. Uma vez que há um consenso de que "A qualidade da educação é o grande desafio para haver no Brasil igualdade de oportunidades, justiça social, democracia plena" com o reconhecimento a seguir:
“Mas só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens.”.       Discurso de posse da Presidente do Brasil.
- LDBEN 9394/96 – Estudos de alguns artigos.- Apostila de estudos – GESTÃO ESCOLAR E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO i;
- LIBÂNEO. José Carlos. Educação escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortês, 2003.
- PARO V. H. Administração Escolar: introdução crítica. 4ª Ed. São Paulo: Cortês, 1990.







MUITO BOM O NÍVEL DO EVENTO - GESTORES CONVIDADOS DA REDE  PÚBLICA ESTADUAL E  MUNICIPAL COMPARTILHARAM SABERES DIFERENTES COM OS ALUNOS DE PEDAGOGIA. DEBATE CRÍTICO E REFLEXIVO SOBRE A AÇÃO DOS GESTORES NA PRÁTICA ESCOLAR (VISÃO SISTÊMICA, DEMOCRÁTICA, PARTICIPATIVA,  ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA ROTINA ESCOLAR, EQUIPES, PPP, PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM, AVALIAÇÃO, COMUNIDADE E MUITOS OUTROS).

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Educar - a paixão de ser no mundo

Educar - a paixão de ser no mundo
Madalena Freire (2010)


 Somos, enquanto pessoa humana, marcados pela incompletude, pela falta. É da falta que nasce o desejo.
Porque sempre falta, somos sujeitos desejantes.
Porque nunca estamos satisfeitos (só temporariamente...) sonhamos, temos futuro.
Sem a falta, não existiria desejo, nem sonho, nem futuro, nem sujeito autor do destino.
Sem a consciência da falta, não existiria aprendizagem humana, apropriação do sonho presente e futuro, mas sim adestramentos.
Somos, enquanto pessoa humana, marcados por nossa capacidade de aprender, buscar o que nos falta, desejamos.
Mas nem tudo que desejamos podemos. O desejo é ilimitado, o poder é limitado. Por isso, necessitamos educar nossos desejos para um exercício real de nosso poder.
 O que desejo? O que posso?  Ao que não posso dar vida, nesta realidade atual, nesse meu desejo?
O que há de morte, sonho de paralisia, no que venho desejando?
Nem tudo que desejamos nos impulsiona para a produtividade da vida. Há desejos, energia de vida e de morte, que ao mesmo tempo nos constituiu e nos habita. Desejos esses, que necessitam ser educados.
Desejos de vida são aqueles que nos impulsionam para os conflitos, para os problemas na busca de sua superação, transformação, mudança.
Desejos de morte, pelo contrário, nos empurram ao não enfrentamento das dificuldades, dos problemas, dos conflitos, deixando-os resguardados e acomodados na repetição, na mesmice da reprodução e, portanto, no pensar reflexivo.
Enquanto vida é pensar, refletir sobre os conflitos, as diferenças, divergências,  diversidades da realidade para transformá-las; morte é acomodação, paralisia deste pensar reflexivo, repetição de respostas falecidas que não surtem nenhuma mudança em nossa prática. Mas é necessário morrer para o velho para nascer o novo.
Pensar-se e assumir-se enquanto sujeito desejante de vida e morte é educar a paixão. Paixão de aprender, paixão de ensinar.
Ensinar possibilitando, investigando, provocando cada aluno a assumir a educação de seus desejos, vôo único de libertação, para a construção de sua autoria e destino.
“Que ato de feitiço faz adormecer esse educador que existe em nós? Nos donos do poder temos a explicação: eles nos castram “. Mas nós também procuramos e consentimos muitas vezes em seguir esse caminho.
E por que não assumir o que somos integralmente?
Por que não viver esse todo que somos?
Por que não assumir a vida?
Há vários momentos na vida em que o nascimento se repete. No primeiro, a vida nos é dada como uma oferenda, como um presente.
Mas, deste momento em diante, nós é que temos de lutar pelo nosso renascimento, crescimento constante, permanente.
Onde viver é lutar contra as mortes invisíveis, onde viver é conquistar constantemente a vida. Não se está vivo simplesmente porque o coração está batendo...
Acredito que cada educador tem   como desafio viver essa vida com cada um de seus educandos.
Cada educador tem como desafio gerar o re-nascimento-crescimento de cada um.
Cada educador deve viver essa sua inteireza com cada educando.
Porque o que vale é a relação amorosa que o liga a cada um. E cada um é um, com um NOME, com uma história, sofrendo tristeza e tendo esperança.
Não existe educador fora deste ato de amor.
Ato de amor a nós mesmos, quando nos assumimos como nossos sonhos, nossos limite; ato de amor pelos outros quando os acolhemos com seus limites  e sonhos.
O grande desafio é manter-se acordado, vivo, para poder acordar os outros. Viver com os outros.
Que vida poderei viver com meus alunos, se não estou com minha vida nas mãos? Se não estou sendo eu mesma, na minha totalidade?
Educar (conhecer) não é dividir em pedacinhos, é viver a totalidade.
Não existe educação sem conhecimento, sem amor, sem esses temperos que condimentam o sentido da vida, da educação.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE EDUCADORES: UMA REFLEXÃO CRÍTICA E TRANSFORMADORA


                                                                   Profª Júlia Séccolo



                              Pensar hoje a Educação no sentido amplo exige-se comprometimento social envolvendo segmentos políticos, culturais e sociais. Pensar a Educação em sentido restrito exige-se participação efetiva das escolas e dos seus respectivos gestores, assim como toda a equipe escolar e comunitária.
                      Existe uma crença já há muito estabelecida que “Só a Educação para mudar o mundo”. Isso pesa muito nas costas dos profissionais envolvidos com o trabalho de formação da criança e do adolescente. Mudar o mundo é muito complexo, vago, fora de cogitação em tempos reais do século XXI.
                      Na sociedade brasileira em  que vivemos hoje,  democrática e  conturbada , gerenciada e aberta ao mesmo tempo , os elementos constituidores (professor, alunos, coordenadores, gestores) do trabalho educativo se perdem, ou não acreditam muito no que fazem.
                     Essa crença historicamente construída é muito cômoda e confortável aos políticos porque de certa forma, os exime parcialmente das suas responsabilidades e joga para a escola de forma centralizadora o processo ensino-aprendizagem. O aluno aprende, conhece, interpreta, transforma e modifica significativamente o seu universo pessoal e o mundo que o rodeia conseqüentemente.  Isto é muito ingênuo  e muito sutil nos tempos de hoje. Mas não é o que acontece na realidade.
                     Precisamos  focar  com mais intensidade a formação  profissional dos educadores que saem hoje das universidades e vão para as escolas exercer a profissão.  Dai   destacar a importância e função   do projeto político pedagógico na questão da formação do educador enquanto buscador de uma identidade profissional e social, numa perspectiva globalizadora e integrada às áreas de conhecimento e disciplinas curriculares.


                     Os educandos em formação profissional precisam reconhecer  que o mundo moderno, através  de suas diversidades pessoais completamente heterogênicas, apresenta grandes dificuldades de efetivação do processo ensino-aprendizagem num contexto escolar, lugar onde simbolicamente representa a sala de aula, e onde ele vai atuar como mediador dessas duas realidades geográficas – educação ampla e educação restrita. Isso vem apontar alguns indicadores necessários às mudanças de posturas profissionais, que acusa muitas vezes uma prática pedagógica ultrapassada, alienada e descontextualizada da realidade presente do aluno-aprendiz.
                      Por isso, através dessa reflexão pode-se pensar na proposta  objetiva de desenvolver projetos de trabalho como alternativa de melhorar a qualidade de ensino  onde estamos inseridos e onde atuamos para uma prática transformadora, crítica e responsável.  Como? De que forma?         
                      Através de uma consciência coletiva e responsável dos professores, coordenadores, reitores, diretores e principalmente alunos e comunidades envolvidos   na dinâmica  escolar e universitária , discutir a proposta pedagógica e inserir projetos  reais que tenham conexão com a rede das  escolas-campo que irão atuar nos estágios supervisionados.
                        A partir dai, definir diretrizes e estratégias atribuídas aos alunos/profissionais da Educação num contexto próprio de aprendizagem  gerando atividades e comprometimento  de uma consciência globalizadora e significativa para todos, dada a ordem de importância dos temas, relevância  e abrangência de ação.
                 

sexta-feira, 3 de junho de 2011



LER É INTERAGIR COM O MUNDO
(JULIA SÉCCOLO)



                   Ler é interagir com o mundo. Todo tipo de leitura leva o ser humano a melhorar suas referências culturais e intelectuais. O brasileiro não gosta de ler muito comparado a outros povos.
                  Os recursos tecnológicos vieram facilitar a relação do jovem com o mundo da leitura. Isso é bom porque é o início de um processo de descoberta com caminhos alternativos. Creio que o livro-papel sempre vai existir como recurso saudável, inteligente, imaginativo e companheiro.
                 A leitura nos leva e nos enleva às delícias da imaginação, do sonho, da fantasia. O real coadjuvado com o irreal. Abre portas, possibilita contatos, rupturas, conhecimento, amizade, conceitos, aprendizagem.
                A leitura desenvolve a sensibilidade, aumenta o potencial criativo e cognitivo, ajuda na formação moral do individuo, desvela valores e crenças antes desconhecidos, levanta a auto-estima, enfim, muitas vezes até cura e regenera estados enfermos da alma e do espírito.
               Temos ainda várias segmentações da leitura, que é uma forma de linguagem, e faz parte da comunicação humana. Como nos comunicamos? Fazendo a interação com o outro através da comunicação, que pode ser manifestada de várias formas: linguagem visual, plástica, oral, escrita, virtual, corporal, e outras certamente já atualizadas.
              Então somos emissores e receptores da linguagem que expressa o pensamento humano. Podemos e temos o dom de ler o mundo, ler o outro, e interagir e transformar os conteúdos da linguagem e da expressão comunicativa.
               Seríamos pessoas melhores se fossemos apaixonados pela leitura, seja ela qualquer tipo. Fazemos referência e preferência dos gêneros de conteúdos apresentados nas diversas abordagens da leitura; mas não importa, o que é bom mesmo é caminhar pelos meios virtuais, pelas letras, pelas imagens, cores, pela vida, pelos sabores, pelo encantamento.
              Interagir com o mundo implica em sermos generosos e nos doarmos para o outro e pela causa, compartilhar, conviver, amar, construir, transformar, ser feliz.
              Fazer a ponte, desconstruir espaços e geografias, trazer o tempo, levar a esperança, rir, chorar, acreditar e torna-se melhor, irradiando palavras e ações possíveis de um mundo melhor e de pessoas mais humanizadas.
             Ler então passa a ser uma atitude visceral para construção e desenvolvimento pleno do homem em sua busca por necessidades e qualidade de vida.